17 de dezembro de 2017
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Elas estão no comando

Flores e chocolates à parte! No dia Internacional da Mulher, torcedoras do Nacional comentam sobre o amor pelo clube e, principalmente, sobre a data que as homenageia. Sem ‘papas na língua’ e conhecedoras do mundo da bola, atualmente elas estão no comando de muitas ações voltadas não apenas para o esporte, mas para vida social, política e artística.

Fernanda Gerhardt Rolim, por exemplo, adotou o Amazonas como sua casa e escolheu o Naça para torcer. Emocionada, ela comenta sobre o amor clube e ressalta a sensação de estar na arquibancada apoiando o clube.

“Em primeiro lugar eu escolhi o Amazonas como minha casa, e o Nacional como time do meu coração. O Naça é a estrela que brilha, o leão ou leoa que urge. A cada partida, poder estar ali na arquibancada não tem preço! Não há sensação melhor de pular, cantar, vibrar e torcer pelo Nacional”, disse.

Gerhardt aproveitou para falar do papel da mulher atualmente. Apesar das conquistas, ela acredita que ainda falta respeito com o gênero.

“Hoje em dia nós mulheres já conquistamos muito, apesar de faltar mais respeito com a profissão escolhida e qualificação por direitos de salários. Muitas de nós somos mães, guerreiras, profissionais e carregamos tudo com dignidade, humildade e força. Quero dizer a todas as mulheres, um feliz dia”, desejou.

Sua xará, Fernanda Pacífico tocou na ‘tecla’ das mulheres nas arquibancadas. Para ela, as torcedoras atualmente se sentem valorizadas e podem torcer pelo Mais Querido, mas acredita que ainda exista preconceito.

“Como nacionalina eu me sinto muito feliz e valorizada, porque sei que a torcida do Naça tem muitas mulheres. Hoje somos respeitadas, lutamos muito para ter nosso espaço na torcida, passamos por cima de alguns obstáculos. O preconceito existiu e talvez ainda exista, mas hoje estamos colhendo os frutos da nossa luta por um espaço na arquibancada vendo que cada vez mais mulheres estão participando”, salientou.

Fernanda ainda espera que o público feminino no estádio aumente e, também, que os julgamentos envolvendo mulheres no esporte não exista.

“Espero que cada vez a torcida aumente, que muitas mulheres possam acompanhar os jogos se sentindo seguras sabendo que ninguém irá julga-las por estar em um jogo, porque o futebol é para todos”, ressaltou.

O presidente da Narraça, Wilson Machado, também mandou recado para as torcedoras nacionalinas. Ele salientou a liderança que as mulheres do Leão executam nas torcidas organizadas.

“O time é a atração no jogo, mas as mulheres são o charme no estádio. Na torcida são linha de frente quando o assunto é paixão, fanatismo, alegria, dedicação, empenho, emoção, barulho e incentivo. Na torcida tem o papel de organizar, divulgar, cantar, vibrar na Narraça estão presentes na diretoria, batucada, marketing. Todos setores da torcida. São as primeiras a serem chamadas quando precisamos de ações, de organizar algum evento, de puxar um cântico, de vender todas e camisas. A Narraça foi criada também por duas mulheres, portanto, valoriza e prestigia o talento feminino”, concluiu.