16 de dezembro de 2017
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Seguindo os passos do pai: Bianor fecha com o Naça

Filho de peixe, peixinho é, diz um ditado popular. Bianor Neto, 21, é filho de Ney Junior, ex-jogador conhecido pelos amantes do futebol baré. Assim como o pai, Bianor também é zagueiro e, para seguir os passos do seu maior exemplo, a partir desta semana, passará a vestir um manto que o pai vestiu por muitos anos, o do Nacional Futebol Clube. O jogador acaba de fechar com o Naça para a temporada 2016.

“É uma honra vestir a camisa do Nacional, o maior do Amazonas. Só quero contribuir para que o nosso elenco alcance todos os objetivos do clube”, resumiu ao falar da emoção de estar no Mais Querido.

O zagueiro se tornou conhecido dos torcedores azulinos. Ele estava no Naça desde o mês de janeiro. O objetivo era se preparar para atuar fora do país. Participava dos trabalhos com o elenco, inclusive dos coletivos, mas, de acordo com o diretor de futebol do Nacional, Gilson Mota, seu comportamento profissional e pessoal chamou a atenção da diretoria.

“Ele é um rapaz muito disciplinado, dentro e fora de campo. Conhecemos o pai dele e sabemos a criação que ele teve, além de ser um jogador que, apesar de jovem, é bastante ‘rodado’ no mundo do futebol. O Nacional não poderia perdê-lo”, afirma.

E não apenas o diretor de futebol elogiou. O técnico do Mais Querido, Heriberto da Cunha, também resumiu em uma palavra o que acha de Bianor: disciplinado.

“O Bianor é um bom jogador, um rapaz disciplinado. Tem muito a somar conosco. Ele tem toda chance de atuar, assim como ele, o Railson, o Hayllan e Thiago Verçosa. Na hora que precisarmos deles, com certeza vão atender às nossas expectativas”, disse.

Disciplina também é ponto forte da defesa nacionalina. Em cinco amistosos realizados, dois gols foram tomados. Edson Rocha, Vitor, Roberto Dias e Fabiano. Todos foram testados pelo treinador e mostraram serviço em campo. Sabendo da disputa acirrada para conseguir uma vaga entre os títulares, Bianor não desanima e ainda tem um diferencial: pode atuar como zagueiro pela direta e esquerda e ainda fazer papel de primeiro volante em campo.

“É uma disputa sadia. Desde o dia que cheguei aqui, mesmo ser estar oficialmente no elenco, fiz amigos e sempre respeitei e fui respeitado. Então, a gente torce um pelo outro e, claro que, na hora que o professor precisar de mim estarei preparado para dar o meu melhor”, garante.

Vestindo as cores do Nacional

Bianor comentou sobre a expectativa de estrear com o manto azulino. Para ele fazer história no Nacional é a realização de um sonho. Ele conta que sempre torceu para o time, pois seu pai foi revelado pelo clube e defendeu o Naça por muitos anos.

“Estou ansioso. Quando aparecer oportunidade espero estrar bem, mostrar meu trabalho, agradar à torcida, ao treinador e ajudar o Nacional a vencer e conquistar títulos”, contou.

O zagueiro manda um recado para a nação azulina. “Estamos juntos. Estamos fechados. Vou dar a vida por esse clube, para levar ao seu devido lugar. A torcida merece. Não vai faltar vontade, determinação. Tenho imenso respeito pelo clube que meu pai jogou e que eu já torci demais. Agradeço a oportunidade”, conclui.

Ao lado do pai

Bianor tem motivos para se orgulhar. O atleta jogou junto com o pai, Ney Junior, dádiva que poucos jogadores tiveram ao longo da carreira no futebol. Ambos defenderam o Rio Negro, no Campeonato Amazonense de 2012. Naquela oportunidade, Ney Junior e Bianor eram a duplas titular da defesa rionegrina.

“Ter jogador ao lado do meu pai foi um sentimento muito bom, de realização de um sonho e inesquecível e que vai ficar marcado para sempre na minha vida, na minha carreira”, declarou.

Carreira

Nas palavras do próprio zagueiro Bianor, a história do garoto que escolheu seguir os passos do pai e não apenas se tornou jogador de futebol profissional, como atua na mesma posição que o patriarca. O amazonense revelado nas categorias do Fast, passou pelo Vasco/RJ e Atlético Paranaense, relata sua trajetória:

“Comecei jogando futsal, onde defendi o Dom Bosco, mas passei por outras equipes também. No campo, comecei nas categorias de base do Fast. Lá joguei o infantil, onde fomos campeões. Em seguida, recebi um convite, através do Paulinho Nascimento para ir ao Rio de janeiro, fazer teste no Vasco da Gama. Passei um ano no clube e de lá em 2012, voltei para Manaus, quando joguei no Rio Negro, junto com meu pai, ano em que o time chegou à semifinal, ainda fui eleito melhor zagueiro da competição pelo programa Craque na TV. Depois fui para o Atlético Paranaense, fiquei lá seis meses, mas, devido a incompatibilidade com meu empresário e o clube, acabei nem ficando. Foi quando passei pelo Paraná Clube, onde permaneci até esse último ano. Em outubro, voltei e defendi o Fast, na Copa Amazonas, quando fomos campeões. E agora surgiu a oportunidade de jogar no Nacional, mais para manter a forma, pois meu empresário estava vendo algo para fora do país, mas recebi a proposta de vestir camisa do Nacional, o Heriberto demonstrou interesse pelo trabalho. Além da proposta é uma oportunidade de ficar perto da minha família, então aceitei e vou encarar esse desafio de tentar levar o Nacional à Série C. Lugar onde o clube merece estar, pela tradição, pela estrutura, pelas pessoas que aqui trabalham e pela sua grande torcida”, finaliza.

Próximo amistoso

Bianor e seus companheiros tem um amistoso marcado para o próximo domingo (28). O Naça enfrenta o Penarol, às 16h, no estádio Carlos Zamith. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Os bilhetes serão vendidos apenas na bilheteria do estádio, a partir das 14h. Crianças menores de 12 não pagam.