15 de dezembro de 2017
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Do Pará para o Amazonas

Ele não nasceu no Pará, mas conhece a região e jogou nos dois principais clubes do estado. Hoje vestindo a camisa do Nacional Futebol Clube, Rodrigo Fernandes, sabe o que significa a palavra dedicação e pressão. Em 2012, saiu do Paysandu/PA e, um ano depois, defendeu o Remo/PA. O lateral-esquerdo comentou sua trajetória pelos clubes ‘vizinhos, se existe rivalidade entre ‘AM x PA’, avaliou o clássico dos Leões e mandou um recado para a torcida nacionalina.

Nascido em Pedro Leopoldo, interior de Minas Gerais, Rodrigo Fernandes começou a carreira jogando no meio-campo. Em 2009, quando esteve no América/MG, o técnico Givanildo de Oliveira o adaptou como lateral-esquerdo e, desde então, o atleta vem atuando nesta posição. E foi o próprio professor que o levou para o Paysandu/PA, em 2012, para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro.

“ A minha passagem pelo Paysandu foi muito boa. Fui para o time paraense através de indicação do Givanildo de Oliveira, com quem trabalhei no América/MG. Cheguei lá no meio do trabalho, com o time disputando  a Série C. Fizemos um bom campeonato e conseguimos o acesso”, lembrou.

Um ano depois, Rodrigo Fernandes acertou com o rival, Remo/PA. Naquela oportunidade, ele jogou Copa do Brasil, Copa Verde e o Estadual conquistando o título do Campeonato Paraense. Na Série D, Rodrigo  atuou até a fase mata-mata. O atleta lembrou ainda que chegou a jogar contra o Naça, pelas quartas de final da Copa Verde.

“No Remo eu fui campeão Paraense, depois joguei  a Copa Verde, Copa do Brasil e a Série D. só que na fase mata-mata tive uma proposta para jogar a Série B, pelo Icasa e acabei aceitando. Cheguei a jogar contra o Nacional, na Copa Verde também. Foi uma fase muito boa”, disse.

Sentimento único

Rodrigo Fernandes tem motivos para se orgulhar da carreira. O lateral jogou pelo Remo/PA e Paysandu/PA e hoje defende a camisa do Naça. Ele resume  a trajetória pelas equipes do Norte do País como ‘muito boa’ e diz estar feliz no Amazonas.

“Um sentimento muito bom, bacana mesmo. Estive no Remo/PA e Paysandu/PA e agora estou no Nacional. E eu encaro como mais uma oportunidade de mostrar o meu trabalho. a equipe do Naça vem disputando esses amistosos e desta vez será diferente.  Vamos jogar com um time que subiu de divisão, foi para a Série C. Tenho vários amigos lá, vai ser bom reencontrá-los e espero que a gente possa ganhar esse troféu e que a nossa equipe permaneça crescendo”, salientou.

Rivalidade ‘AM x PA’

A rivalidade entre os times do Amazonas e Pará é antiga e ultrapassa gerações, mas ultimamente tem tomado proporções maiores. As partidas estão ficando mais acirradas e o público comparece em grande número. Para Rodrigo Fernandes, isso é entre os torcedores, dentro de campo são 11 contra 11, todos com um só objetivo: vencer.

“Acho que essa rivalidade fica mais para a torcida mesmo. Dentro de campo, nós jogadores, ficamos mais naquela rivalidade de querer vencer e mostrar o trabalho. inclusive quando estava no Remo e enfrentei o Nacional, pela Copa Verde, naquela oportunidade, entramos em campo para vencer, sem dar muita importância para essa rivalidade. Esse clima fica mais para os torcedores mesmo”, ressaltou.

Conhece o adversário

Rodrigo Fernandes conhece bem os jogadores que estão do outro lado. O lateral, quando defendia o Remo, atuou com alguns jogadores que permaneceram no elenco do clube paraense como, por exemplo, Eduardo Ramos. Para ele, o Nacional precisa ter atenção nas laterais e com os atacantes da equipe adversária, além do ‘camisa 10.

“Conheço a maioria dos jogadores de lá. Todos estavam na minha época e eles mantiveram a mesma base e mudou a comissão técnica, mas eles mantiveram o mesmo padrão de jogo, que é pelos lados e bolas cruzadas na área, pelas características dos atacantes deles. E também tem um jogador que eles confiam que é o Eduardo Ramos, o cérebro do time, tem bastante qualidade, então a bola sempre passa pelos pés dele. Então são experiências que pode ajudar a cercar as jogadas do Remo”, opinou.

Para a torcida azulina

O lateral mandou um recado para a torcida nacionalina. Humilde, Rodrigo Fernandes preferiu não dizer que a torcida pode esperar dele e sim do grupo.

“A torcida do Nacional pode  esperar não só do Rodrigo, mas de todos os jogadores do time bastante comprometimento. Nós sabemos que a torcida quer o acesso para a Série C. A gente entra nesses campeonatos para ganhar títulos. Sabemos que é difícil, tem times bons do outro lado, mas o Nacional está montando um time com uma comissão técnica bem preparada. Então pode cobrar bastante comprometimento, garra. É assim que vamos defender as cores do Naça, da melhor forma possível. É isso que a torcida pode esperar”, concluiu.