16 de dezembro de 2017
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Diretoria comemora aniversário do Naça

O Nacional FC completou, nesta quarta-feira (13), 103 anos de fundação. Torcedores ilustres, dirigentes e funcionários participaram de um coquetel organizado pela diretoria, na sala de troféus da sede do clube, no bairro Adrianópolis, 230, Zona Sul de Manaus. O presidente do Mais Querido, Mário Cortez, desejou feliz aniversário e destacou qual o principal objetivo do Naça nesta temporada de 2016.

“Hoje é um dia muito especial, um dia de muita honra e glória, são 103 anos de muita luta. Nossos antepassados prepararam o clube e nós estamos aqui, tentando fazer, aquilo que nos foi delegado. O Nacional está de parabéns, pelos seus títulos, conquistas e vitórias. Agora, vamos em frente, nós temos compromissos muito grandes no clube“, disse.

O Nacional FC será o único representante amazonense no Campeonato Brasileiro Série D. Para Cortez, atuar novamente na quarta divisão tem responsabilidades, que vão desde à conquista do acesso até a volta da torcida amazonense aos estádios.

“Estamos trabalhando para dar alegria ao torcedor do Nacional e, porque não dizer, ao torcedor amazonense, porque nós precisamos fazer com que este estado venha a lotar a Arena Vivaldo Lima, e o Nacional, como tem este ano seu calendário cheio, nós temos tudo para que possamos alavancar e sair disso. A série D está na porta, nós precisamos ficar entre os quatro clubes que passam para próxima divisão e motivar o povo para ir ao estádio. Nós vamos lutar por esta vaga e dar este presente para o torcedor”, salientou.

Cortez, que está no seu quarto mandato como presidente do Nacional FC (1995-1997/1997-1999/2013-2015/2015-2017), destacou o apoio da torcida nacionalina. Para ele, acreditar no trabalho imposto pela diretoria e comissão técnica do time é importante, principalmente nos momentos difíceis.

“A torcida nacionalina, que acredite no trabalho da comissão técnica e diretoria do clube. Nós sofremos tanto quanto eles nas derrotas. Nós queremos presentear o torcedor este ano com acesso à Série C”, enfatizou.

flávio

Na foto, da esquerda para a direita: D. Iracy Souza, Wilson Machado, Flávio de Souza, Wagner Vidal e Maria de Fátima Silva

Noventa anos de Nacional

Torcedora ilustre, Dona Iracy Souza da Silva é enfática ao dizer porque escolheu torcer para o Mais Querido desde a infância. Aos noventa anos de idade, ela é a nacionalina mais antiga e esteve presente no jantar preparado pela diretoria em comemoração aos 103 anos do Naça.

“Por que torcer para o Nacional? Porque ele é o maior. Desce criança que eu torço para esse tão amado clube. Na minha infância, minha rua era dívida, de um lado rionegrinos, do outro nacionalinos. Todos tinham um time amazonense no seu coração e eu escolhi o Mais Querido, o mais vencedor, por isso, sou nacionalina”, ressalta.

Dona Iracy, como é popularmente conhecida, não poupou elogios ao clube. Sorridente e direta, ela deixou um recado para o público amazonense. Para ela, que vivenciou grandes momentos no Nacional, a torcida local precisa torcer para os clubes da terra. “A torcida amazonense tem que torcer para os clubes da nossa terra. Eu sou nacionalina com muito orgulho, é o maior clube do estado”.

O hino: o orgulho do autor

Flavio de Souza, autor do hino do Nacional FC, conta no que pensou para escrever a canção mais cantada pela torcida azulina. A música tem diversos nuances. Para saber executá-la, é necessário dedicação, conhecimento e inspiração, três palavras que estão presentes no cotidiano de Flávio de Souza. De acordo com ele, sua inspiração para fazer o hino foi imaginar torcedores e jogadores cantando, juntos, que resumisse tudo aquilo que é necessário ter em um time de futebol: Luta.

“Eu fiz o hino pensando no jogador e na torcida cantando, juntos, empurrando e encorajando o time e se fosse preciso lutar, que lutasse até o fim, até morrer. Essa foi a minha ideia”, afirmou.

Na comemoração organizada pela diretoria do Nacional FC, Flávio de Souza, que além de musico, exerceu função de técnico de futebol em alguns clubes do Amazonas -inclusive no Nacional-, lembra como surgiu a ideia de fazer o hino do Naça, em 1968.

”Cheguei com o presidente daquela época, João Bosco, eu era preparador físico do time, e falei que o time estava bom mas não tinha um hino para incentivar. Logo em seguida, ele disse que era para eu fazer, já que tocava violão, falei que ia tentar. A inspiração veio com muita facilidade e eu comecei a escrever esse hino bonito”, finalizou.