18 de dezembro de 2017
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Meu coração sangra, mas sigo acreditando

Por Luiz Claúdio Chaves

Definitivamente o Nacional teve péssima atuação e acabou perdendo o jogo num contra-ataque fulminante aos 47 do segundo tempo. A partida era válida pela quinta rodada da série D.

Não entendi qual a necessidade de todo o time subir em desespero ao ataque faltando dois minutos para o fim da partida e quatro jogos pela frente. Seja como for, a dura verdade é que o Mais Querido não se encontrou nem merecia ter vencido. Pior que o resultado em si foi ver nossa inferioridade física e tática.

Não é uma péssima atuação numa noite infeliz e um gol sofrido no fim do jogo que me farão deixar de torcer pelo time do meu coração. Continuarei amando o Nacional, continuarei torcendo pelo Nacional, continuarei tendo esperança mesmo quando tudo parecer mais difícil ou até mesmo impossível aos olhos de muitos. Vitórias e derrotas fazem parte da vida o que não pode fazer parte é perder sem lutar ou jogar sem acreditar.

Se há uma coisa que caracteriza essa e outras edições da Série D é o equilíbrio. Quem hoje sorri amanhã pode chorar e quem hoje sofre amanhã pode comemorar.

Paulo Morgado doravante assume o Comando técnico do Mais Querido em situação parecida com a de seu antecessor onde parte da imprensa e dos torcedores questionam a qualidade do elenco.

Eu não tenho dúvida que temos um excelente grupo, tanto é assim que quando Aderbal Lana assumiu o comando técnico deste mesmo Nacional com esses jogadores – à época assim como agora – questionados, souberam superar desconfianças protagonizando apresentações dignas tanto no jogo da volta pela Copa Verde quanta na Copa do Brasil só não eliminando o Bahia em plena Fonte Nova graças à interferência direta da arbitragem prejudicando o Naça o que foi formalmente reconhecido pela CBF.

Seguiram trabalhando juntos Lana, Morgado e esse grupo de jogadores, conquistaram o recorde absoluto de vitórias seguidas numa mesma edição do campeonato estadual estabelecido em 1974 pelo próprio Nacional, foram bicampeões estaduais, título que o Leão da Vila não conquistava desde 2003.

Confio no elenco nacionalino, obviamente que as coisas não estão bem na Série D como atestam os resultados. Entendo que algo deveria ser feito: reformular o time inteiro no meio da competição não é receita para o sucesso. Ao tempo que reconheço os méritos de Aderbal Lana saúdo a efetivação de Paulo Morgado. Meu coração sangra, mas sigo acreditando.